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Como instalar parábolas para a banda Ku?

08/17/2009 1 comentário

Para a mesma intensidade de campo, e, consequentemente para o mesmo ganho, o diâmetro da parábola para a banda Ku pode ser a terça parte do diâmetro correspondente da banda C, porém sua precisão (desvio pico da curva parabólica teórica) também deve ser três vezes melhor. Assim sendo, não basta procurar uma parábola de diâmetro menor, produzida para a banda C.

Naturalmente, o LNB e o alimentador devem ser também para a banda Ku. Acontece, porém que para a banda C todos os LNB têm seu oscilador local em 5150MHz (a banda de descida é padronizada em 3700MHz a 4200MHz), na banda Ku a descida varia de satélite para satélite. Assim, para que a saída do LNB caia entre 950MHz e 1450MHz, pode-se necessitar de LNB de 10GHz, 10,5GHz ou 11GHz. Por exemplo, para o satélite Intelsat-K, o LNB deve ser de 10,5GHz, para o Hispasat de 11GHz.

Sendo o oscilador local do LNB na banda C acima da freqüência de operação, e na banda Ku abaixo da freqüência de operação, é necessário inverter a banda de vídeo no receptor quando se muda de C para Ku. Muitos receptores já vêm com uma chave comutadora para efetuar a inversão do vídeo.

Há vários satélites para televisão no espaço. Como captá-los?

08/07/2009 1 comentário

Fundametalmente, de três formas. A primeira exige paciência, pois consiste em procurar manualmente cada um dos sinais. Isso se faz reapontando a antena de acordo com a posição orbital do satélite desejado. É preciso fazer, portanto, um cálculo do azimute e da elevação para cada caso.

A segunda maneira demanda custos elevados. A idéia é que se tenha uma antena apontada para cada satélite, com um receptor para cada antena, evidentemente. Fica mais prático pois não há a necessidade de ficar caçando os sinais pelo céu.

A terceira alternativa, muito mais prática e cara, é a instalação de uma antena com braço atuador. Esse dispositivo movimenta automaticamente a parabólica ao longo do cinturão onde estão os satélites geo-estacionários para televisão. Ele rastreia essa faixa enquanto você monitora os sinais pelo receptor. A vantagem desse sistema é não precisar ficar calculando o azimute e a elevação para cada caso. Além disso, o controle do braço pode ser feito pelo próprio receptor.

Este último sistema de recepção é chamado de sistema polar, pois envolve também o ajuste do ângulo polar. É este ajuste, juntamente com o ajuste do ângulo off set e com o alinhamento norte/sul, que garantirá que a antena esteja sempre apontada para o cinturão de satélites – cinturão de Clark – localizado sobre a linha do Equador. A instalação, portanto, tem que ser muito mais precisa e bem feita, mas só ocorre uma vez. O resto, o braço motorizado faz sozinho.

De qualquer forma, sempre que se pensa em montar um sistema de recepção multisatélite deve-se ter em mente que cada satélite trabalha de uma forma: em banda C ou em banda Ku, polarização circular (direita/esquerda) ou linear (horizontal/vertical), sinal aberto ou codificado, alta ou baixa potência. Uma antena superdimensionada, de 5m, contornaria o problema das potências diferentes. As outras diferenças operacionais (freqüência e polarização) podem ser solucionadas com a adoção de receptores que trabalhem com as freqüências das duas bandas e com alimentadores com servomotor (que garantem a comutação do sentido da polarização).

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