Para levar GVT Telefônica pede anuência prévia

10 10 2009

DCI – SP

SÃO PAULO – A Telefônica entrará com pedido à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de anuência prévia para a compra da operadora de telefonia GVT, informou ontem Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica.A empresa havia anunciado anteontem oferta pública no valor de R$ 48 por ação pelo controle da operadora. O grupo francês Vivendi, há um mês, havia apresentado junto à Anatel uma proposta de compra de R$ 42 por ação.

Também ontem, a Telefônica definiu prazo de 45 dias para concluir o negócio. Valente, questionado se isso significa que a Telefônica dá por certo que sua proposta será aceita, respondeu: Estamos muito otimistas, porque acho que, para a empresa [Telefônica], faz todo sentido.

O executivo se referia também à possibilidade de a Telefônica ampliar sua atuação no território brasileiro. Valente avaliou, ainda, que o negócio pode ser bastante positivo para a GVT, porque esta é uma empresa bem sucedida. Ele acrescentou, ainda, que será bom também para a sociedade, porque vai incentivar a competição no setor.

O presidente da Telefônica disse ontem que a oferta para comprar a GVT não é uma reação à compra da Brasil Telecom pela Oi, no ano passado. Por sua vez, Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, disse que esta possível compra seria algo natural, estava escrita.

A Telefônica entrará com pedido à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de anuência prévia para a compra da operadora de telefonia GVT, disse Antonio Carlos Valente, presidente da empresa, que briga com o grupo francês Vivendi pela operadora.

Já na área de banda larga, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu 30 dias aos presidentes das líderes do setor de telefonia fixa e celular, para apresentarem uma proposta de participação no novo Plano de Banda Larga, que está sendo criado pelo governo.





Como instalar parábolas para a banda Ku?

17 08 2009

Para a mesma intensidade de campo, e, consequentemente para o mesmo ganho, o diâmetro da parábola para a banda Ku pode ser a terça parte do diâmetro correspondente da banda C, porém sua precisão (desvio pico da curva parabólica teórica) também deve ser três vezes melhor. Assim sendo, não basta procurar uma parábola de diâmetro menor, produzida para a banda C.

Naturalmente, o LNB e o alimentador devem ser também para a banda Ku. Acontece, porém que para a banda C todos os LNB têm seu oscilador local em 5150MHz (a banda de descida é padronizada em 3700MHz a 4200MHz), na banda Ku a descida varia de satélite para satélite. Assim, para que a saída do LNB caia entre 950MHz e 1450MHz, pode-se necessitar de LNB de 10GHz, 10,5GHz ou 11GHz. Por exemplo, para o satélite Intelsat-K, o LNB deve ser de 10,5GHz, para o Hispasat de 11GHz.

Sendo o oscilador local do LNB na banda C acima da freqüência de operação, e na banda Ku abaixo da freqüência de operação, é necessário inverter a banda de vídeo no receptor quando se muda de C para Ku. Muitos receptores já vêm com uma chave comutadora para efetuar a inversão do vídeo.





Há vários satélites para televisão no espaço. Como captá-los?

7 08 2009

Fundametalmente, de três formas. A primeira exige paciência, pois consiste em procurar manualmente cada um dos sinais. Isso se faz reapontando a antena de acordo com a posição orbital do satélite desejado. É preciso fazer, portanto, um cálculo do azimute e da elevação para cada caso.

A segunda maneira demanda custos elevados. A idéia é que se tenha uma antena apontada para cada satélite, com um receptor para cada antena, evidentemente. Fica mais prático pois não há a necessidade de ficar caçando os sinais pelo céu.

A terceira alternativa, muito mais prática e cara, é a instalação de uma antena com braço atuador. Esse dispositivo movimenta automaticamente a parabólica ao longo do cinturão onde estão os satélites geo-estacionários para televisão. Ele rastreia essa faixa enquanto você monitora os sinais pelo receptor. A vantagem desse sistema é não precisar ficar calculando o azimute e a elevação para cada caso. Além disso, o controle do braço pode ser feito pelo próprio receptor.

Este último sistema de recepção é chamado de sistema polar, pois envolve também o ajuste do ângulo polar. É este ajuste, juntamente com o ajuste do ângulo off set e com o alinhamento norte/sul, que garantirá que a antena esteja sempre apontada para o cinturão de satélites – cinturão de Clark – localizado sobre a linha do Equador. A instalação, portanto, tem que ser muito mais precisa e bem feita, mas só ocorre uma vez. O resto, o braço motorizado faz sozinho.

De qualquer forma, sempre que se pensa em montar um sistema de recepção multisatélite deve-se ter em mente que cada satélite trabalha de uma forma: em banda C ou em banda Ku, polarização circular (direita/esquerda) ou linear (horizontal/vertical), sinal aberto ou codificado, alta ou baixa potência. Uma antena superdimensionada, de 5m, contornaria o problema das potências diferentes. As outras diferenças operacionais (freqüência e polarização) podem ser solucionadas com a adoção de receptores que trabalhem com as freqüências das duas bandas e com alimentadores com servomotor (que garantem a comutação do sentido da polarização).





O que provoca os problemas nas cores da recepção via satélite?

8 07 2009

O vermelho e amarelo, muitas vezes, apresentam chuviscos, principalmente em tons mais fortes ou quando em contraste.

Os problemas específicos nas cores podem ser causados por vários motivos. O primeiro ponto que deve ser checado é o nível de sinal no alimentador. Pequenos desajustes na antena, objetos como prédios ou muros colocados entre a parabólica e o satélite e interferências terrestres são as principais causas de atenuação do sinal no alimentador. Evidentemente, não custa verificar se o alimentador está devidamente instalado, com a relação F/D (distância focal/diâmetro do refletor) correta.

O problema também pode acontecer se o tamanho da antena não for suficiente para captar de forma satisfatória o sinal recebido.

Outra hipótese é um desajuste no receptor. Desta vez, o problema será na parte eletrônica. Em geral há problemas no filtro de FI do receptor (filtro de cor), fazendo com que ele corte as freqüências mais altas. O vermelho e o amarelo são cores transmitidas em freqüências altas. Por isso, quase sempre, são as cores mais problemáticas. Como esse problema está na parte eletrônica do receptor, o seu diagnóstico fica mais difícil.

Há ainda a possibilidade, muito mais rara, de problemas nas transmissões para o satélite. Em geral, as emissoras monitoram os sinais, mas os sistemas usados podem ser super-dimensionados (antenas de grande porte por exemplo) e não perceberem problemas que só as parabólicas domésticas, de menor rendimento, detectam. É fácil notar se o defeito está na transmissão: as parabólicas próximas e com as mesmas configurações devem apresentar o mesmo defeito. A saída, então, é encaminhar o problema aos fabricantes de antena que têm acesso mais fácil aos técnicos das emissoras.





Com uma antena parabólica de 2,85m com receptor de satélites manual, é possível receber o sinal em diversos pontos da casa?

8 07 2009

O que você deseja fazer é um sistema de recepção multiusuário. Há várias formas de se executar esse sistema. Pode ser formado, por exemplo, um sistema dependente. Ou seja, vários televisores ligados à antena parabólica, mas apenas um receptor. Com isso, todos os televisores sintonizam o mesmo canal, que só pode ser trocado através do aparelho que tem o receptor. Desta forma, os outros aparelhos são “obrigados” a assistir à mesma programação. Para criar uma rede dependente, você precisa apenas acoplar um divisor na saída de seu receptor e, eventualmente, intercar um amplificador comum, mantendo o resto do sistema sem alterações.

Outra forma, mais prática (e também mais cara), de fazer um sistema multiusuário é criar um sistema independente. Nesse caso, é necessário trocar vários componentes de sua rede, a começar pelo conjunto do alimentador e LNB. Você precisa de um alimentador duplo e dois LNBs para poder captar sinais com polarização diferente (horizontal ou vertical) simultaneamente. Em seguida, conecte divisores de sinais e chaves coaxiais que permitem escolher entre os sinais dos dois LNBs. Por fim, a parte mais cara: como foram criados vários pontos de recepção independentes, você vai precisar de vários receptores, um para cada televisor a ser conectado à parabólica. A grande vantagem desse sistema é que os aparelhos de TV ficam completamente independentes quanto à escolha dos canais, uma vez que cada um vai ter o seu sintonizador. Se quiser ainda sintonizar canais codificados, vai precisar dos IRDs correspondentes.

Caso você opte por não colocar um alimentador duplo com dois LNBs, ainda assim é possível fazer um sistema mestre/escravo. Nesse caso, também há um receptor em cada TV, mas eles sintonizam sempre canais de mesma polarização.

Independente da alternativa escolhida, o essencial é fazer uma avaliação detalhada dos custos dos equipamentos e do benefício desejado. Se o objetivo for criar um sistema independente com muitas terminações – para muitos usuários – vale avaliar também a possibilidade de se fazer um sistema coletivo de recepção. Ele envolve o uso de um rack combinador com receptores independentes para cada transponder, antenas maiores, modulador, amplificador, divisores e alimentador duplo. Nesse caso, o sistema funciona como uma antena coletiva, entrando normalmente pelo VHF ou UHF das TVs (como as antenas comuns entram), e permite a captação dos canais locais (pelo menos aqueles com qualidade compatível aos canais via satélite).





Quais os tipos de receptores existentes? Os receptores digitais são uma boa opção?

5 07 2009

As opções de receptores são tão diversas como as opções de televisores. Mas eles podem ser divididos fundamentalmente em dois grandes grupos: os receptores manuais e os digitais (aqueles com controle remoto). Assim como nas televisões, os receptores vão ficando mais caros dependendo da quantidade de recursos. Os digitais (note que falar em receptor digital não é a mesma coisa que receptor para sinal digital, como o da TVA ou da MTV) oferecem, em geral, uma eletrônica mais precisa. O que melhora é a qualidade da imagem e o conforto (a maioria tem controle remoto). Além de incorporarem recursos como entrada para controle de braço atuador utilizado em antenas rastreáveis. São, no entanto, mais caros. Os sintonizadores (receptores) manuais são bem mais baratos, fáceis de usar e a assistência técnica é mais simples. Por outro lado, têm poucos recursos.

Há ainda os receptores especiais. Alguns já vêm com o decodificador para um determinado canal codificado (IRD), outros estão incorporados no próprio aparelho de TV, um terceiro tipo recebe sinais em banda Ku e, por último, há os receptores para sinais digitais.

A tendência é acontecer com os receptores para satélite o mesmo que ocorreu com os televisores com o aperfeiçoamento da eletrônica, os aparelhos ficarão cada vez mais modernos por um preço cada vez menor.

Pode-se dizer que, num futuro próximo, todos os receptores contarão, pelo menos, com controle remoto e entrada para banda Ku.

E mais: os digitais terão, durante um período de transição, que possibilitar também a captação de sinais analógicos . Isso para evitar que o usuário de uma parabólica tenha que dispor de dois receptores (um analógico e outro para os sinais digitais).





Como funcionam os satélites?

2 07 2009

Como funcionam os satélites? Por que alguns trabalham com meio transponder e outros não?

Os satélites são estações repetidoras de sinal. Por estarem a milhares de quilômetros de altura, eles conseguem captar o sinal e retransmití-lo para uma área bastante extensa. No satélite, quem recebe o sinal gerado num ponto da Terra e o retransmite para outros pontos é o chamado “transponder”.

Bandas de Frequências da TV  via Satélite

Bandas de Frequências da TV via Satélite

O transponder é, então, o conjunto de componentes eletrônicos que recebe o sinal da Terra (up link ou enlace de subida), o amplifica, processa e depois o devolve para o planeta (down link ou enlace de descida). Cada transponder ocupa uma faixa de freqüência. Em outras palavras, ocupa porção da banda de freqüência do satélite, que é de 500MHz (os satélites para banda C trabalham entre 3,7 e 4,2GHz, 500MHz de largura da banda portanto). Normalmente cada transponder tem uma faixa de 40 MHz, dentro da faixa total de 500. É por isso que o número de transponders é limitado em um satélite, chegando no máximo a 12.

Há, entretanto, um recurso utilizado para, pelo menos, dobrar a capacidade do satélite. Divide-se cada transponder em dois blocos de 20MHz. Assim pode-se mandar dois sinais por transponder, dobrando sua capacidade. Esse canal de 20 MHz é o chamado “meio transponder”, ou “half transponder”. Nesta operação, 2,3dbW de potência são perdidos no sinal de descida. Para compensar essa perda, são usadas parabólicas de diâmetro maior. O BrasilSat divide seus transponders, mas como o seu sinal é bastante forte em todo o território brasileiro não há maiores problemas.

Outro recurso utilizado para dobrar o número de transponders é a alternância de polarização. Pode-se transmitir em polarização linear (alternada em horizontal e vertical) ou circular (direita e esquerda). Assim os sinais não se misturam e podem ser utilizados dois canais com a mesma fueqüência, ou freqüências muito próximas.





O que é a codificação?

1 07 2009

O que é a codificação? Por que alguns canais recebidos do satélite são codificados? Todos precisam ser codificados?

Decodificador Net HD Max da CISCO

Decodificador Net HD Max da CISCO

A codificação é a alteração técnica de algumas características do sinal (áudio e vídeo). Alteração que acaba atrapalhando a recepção. Na realidade o sinal está lá, mas fica “desfigurado”.

Alguns sinais são codificados em função dos interesses das emissoras (geradoras de sinal). Ou elas querem evitar pirataria, ou se adaptar a uma determinada tecnologia, ou vender o canal por assinatura, ou simplesmente manter em sigilo o que está sendo transmitido (se o sinal da Globo estivesse codificado no caso Ricúpero ninguém teria captado). Em todos os casos, a recepção do sinal codificado só é possível com um decodificador, que vai remontar o canal.

Para cada tipo de codificação de sinal, existe um decodificador apropriado (também chamado “decoder”). Esse decodificador pode ser adaptado dentro do receptor ou ficar em um módulo separado, dependendo do fabricante e da emissora. Não é tecnicamente necessário, portanto, mudar de antena. O decodificador adequado geralmente é distribuído apenas mediante pagamento É assim que funcionam as TVs por assinatura. Elas codificam o sinal, vendem e alugam o receptor. É o caso dos canais Globosat. Já o caso a MTV, codificada, é diferente. Sua geradora, a TV Abril (a mesma da VA) adotou uma tecnologia de digitalização e compressão do sinal. Trata-se de uma outra tecnologia de codificação, mas para quem tem receptor comum o efeito é parecido. Nesse caso, o sinal só pode ser captado com um receptor de sinais digitais correspondente ao método de compressão usado, que ainda não está disponível para consumo doméstico.

A MTV não é vendida por assinatura. Ela foi passada para compressão digital por decisão da Abril, que queria evitar pirataria do sinal de outros países.

As emissoras abertas (Globo, SBT, Bandeirantes etc) também podem codificar o sinal se quiserem, para uso interno da rede, o que tem sido evitado até agora. O problema são as duas milhões de parabólicas já instaladas no país que não poderiam captar o sinal dessas emissoras, já que não dispõem do respectivo decodificador





O que vem a ser DTH?

26 06 2009
DTH - Direct To Home

DTH - Direct To Home

Você já teve ter escutado alguém falar sobre sistemas ou recepção DTH, mas o que vem a ser isto.

A sigla DTH significa Direct To Home (diretamente para a casa) e está ligada a um tipo de recepção via satélite, na banda KU, feita com antenas parabólicas tipo off-set que usam receptores digitais e LNBF.

Mas o que é tudo isto, talvez você pergunte.

Banda KU – é uma faixa de freqüência entre, aproximadamente 10,9 a 36 Ghz (normalmente os satélites usam a banda entre 10,9 a 15 Ghz).

Antenas tipo off-set – são antenas que tem o ponto de foco deslocado de sua posição central. Neste tipo de antena o satélite recebido esta acima de uma reta imaginária, que esteja perpendicular ao plano da antena.

Estas antenas, para receber a banda KU, tem, normalmente, um diâmetro entre 45 a 90 cm e são feitas de metal. Esta antena pode ter um tamanho menor do que as parabólicas mais comuns, as de banda C, normalmente feitas de tela, pois a freqüência de recepção é muito maior e quando maior a freqüência menor o tamanho da antena.

DTH – nome genérico que é dado para recepções em banda KU com antenas off-set.
LNBF – tipo de LNB (amplificador conversor de baixo ruído) que é capaz de selecionar a polarização dos canais recebidos através de uma variação na sua tensão de alimentação, desta forma não é mais preciso o uso de um pólo-rotor  (que causava muitos problemas).
Pelo que eu sei com 14 volts de alimentação sintonizaremos os canais de polarização vertical e com 18 volts sintonizaremos os canais de polarização horizontal. Existem LNBF mono-ponto e multiponto. Os mono-ponto funcionam como  indicado acima e só podem estar ligado com um receptor. Os multipontos podem estar ligados com mais de um receptor, para isto é necessário que o sinal que vai para os receptores sejam divididos por um divisor que cubra a faixa de freqüências entre 950 a 2050Mhz. A entrada do receptor também deve ser capaz de receber toda esta faixa de frequências. Em um LNBF multiponto os canais de uma polarização são deslocados, através de um batimento com um oscilador local,  para uma faixa mais alta. Sendo assim de 950 Mhz a 1450 Mhz o receptor receberá os canais de uma polarização e de 1550 a 2050 Mhz ele receberá os canais de outra polarização. Como teremos todos os canais, simultaneamente no cabo, podemos ligar mais de um receptor. Este processo substitue, com eficiência, as chaves coaxiais que são muito utilizadas em banda C que ainda trabalham com LNBs.  Quando desejávamos ligar uma mesma antena com dois receptores e assistir em qualquer um deles canais de qualquer polarização, precisávamos de dois LNBs e uma chave coaxial, além de uma corneta corrugada que permiti-se a instalação dos dois LNBs.

Polarização – quando falamos em polarização de canais estamos nos referindo em como o campo elétrico deste canal se propaga pelo espaço. Se ele se propagar na horizontal dizemos que a polarização é horizontal. Se ele se propagar na vertical dizemos que ele tem a polarização vertical. A polarização corresponde a posição física da antena, desta forma, se tivermos uma antena com os seus elementos na horizontal a propagação do campo elétrico será horizontal e a polarização da onda será horizontal. Com os elementos da antena na vertical a polarização será vertical. Existe uma grande isolação entre canais verticais e horizontais (para antenas parabólicas + ou – 20dB, o que corresponde a uma relação de níveis de 100 vezes entre um sinal e o outro), graças a isto é possível compartilhar uma mesma freqüência, se preciso, só usando polarizações diferentes.

Receptores – os receptores utilizados neste tipo de transmissão devem estar aptos a receber o sinal digital. Para tanto devemos usar receptores digitais para a banda KU que estejam dentro do padrão DVB – MPEG-2.

Como já dissemos a transmissão neste tipo de sistema é digital, desta forma o receptor deve ser capaz de entender sinais digitais e transformá-los em analógicos para que possam ser vistos em uma TV convencional. O Padrão de digitalização é o DVB – S e este sinal digitalizado sofre uma compressão chamada de MPEG-2. Este sinal digitalizado e comprimido modula uma portadora em QPSK. Na modulação QPSK a portadora tem sua fase variada de acordo com os bits que formam o sinal digital, sinal este também conhecido como bitstream. É importante salientar que o padrão DVB-S se refere a transmissão digital via satélite, o S indica isto. Podemos ter DVB-C para transmissão digital via cabo e DVB-T para transmissão digital terrestre ou broadcasting.

Observações – Também existem transmissões analógicas em banda KU, mas no caso de DTH, normalmente são digitais. A vantagem de uma transmissão digital é uma melhor qualidade de vídeo ou imagem e de áudio ou som, além de em uma mesma faixa de freqüência conseguirmos colocar muito mais canais digitais do que analógicos.

Também existem transmissões digitais na Banda C, esta transmissão também usa os mesmos padrões, a únicas coisas que mudam são o tamanho da antena, a freqüência do LNB e o receptor. Podemos perceber então que: com um sistema para receber transmissões via satélite em banda C não é possível se receber transmissões em banda KU e vice-versa. Seja esta transmissão digital ou analógica.

No Brasil existem diversas firmas que trabalham com a comercialização deste tipo de serviço. Através de um sistema DTH você pode receber canais de filmes, seriados, notícias, rádios, etc





HDTV – “High Definition TV” ou Televisão de Alta Definição

24 06 2009

A TV analógica tradicional, com relação de aspecto 4:3, possui uma resolução equivalente à do antigo cinema de 16 mm (aproximadamente 125000 elementos de imagem por quadro). A TV digital permite a transmissão de imagens com maior número de detalhes, maior largura do quadro (relação de aspecto de 16:9) e com som envolvente de até 6 canais (Dolby AC3). Esse novo conceito é conhecido pelo nome de HDTV. Nos Estados Unidos existem dois sistemas de HDTV:
• Sistema com 1125 linhas/quadro, 30 quadros/segundo e varredura intercalada de 60 campos/segundo.
• Sistema com 750 linhas/quadro, 60 quadros/segundo e varredura progressiva (sem intercalamento).
Nos dois sistemas de HDTV, o sinal de vídeo analógico contém freqüências de até 20 MHz, o que torna impossível a sua transmissão através dos canais tradicionais de TV, com banda de 6 MHz.

Televisão com Definição Alta definição

Televisão com Definição Alta definição

O tratamento do sinal de HDTV é feito diretamente em “elementos de imagem” ou “pixel” (picture element).
Para HDTV, a norma SMPTE 240M padronizou o sinal de luminância Y=0,212R+0,701G+0.087B e os sinais “diferença de cor” PB=0,548(B-Y) e PR=0,635(R-Y).
Na digitalização é utilizado sistema de 8 bits ou 10 bits, sendo que a cada “pixel” de Y corresponde um estado de bits. Para os sinais PB e PR a amostragem pode ser menor. Assim sendo, tem-se:
a) Sistema com 1125 linhas/quadro, com varredura intercalada e 30 quadros/s:
Este sistema possui 1080 linhas ativas, ou seja, possui 1080 “pixel” na vertical.
Logo: (número de “pixel” na horizontal) = 1080x(16/9) = 1920.

Tem-se: (1080×1920) pixel/quadro = 2,07Mpixel/quadro,
ou: (2,7Mpixel/quadro)x(30quadro/s) = 62,1Mpixel/s.

Então, para o modo 4 : 2 : 2 de 10 bits conclui-se que:
Taxa de bits = [62,1x10+(62,1/2)x10+(62,1/2)x10] Mbit/s = 1,24 Gbit/s.
b) Sistema com 750 linhas/quadro, com varredura progressiva e 60 quadros/s:
Este sistema possui 720 linhas ativas. Para o modo 4 : 2 : 2 de 10 bits conclui-se que:
Taxa de bits = 1,1 Gbit/s.

SDTV – “Standard Definition TV” ou Televisão com Definição Normal

Televisão com Definição Normal

Televisão com Definição Normal

Em TV digital também existe a possibilidade de transmissão de SDTV: é um sistema com 525 linhas/quadro, com varredura intercalada, 30 quadros/s e com relação de aspecto de 16:9. O sistema SDTV possui 483 linhas ativas por quadro. Assim sendo, considerando “pixel” quadrado, pode-se concluir que:
(Número de “pixel” na vertical) = 483.
(Número de “pixel” na horizontal) = 483x(16/9) = 858.

Então, tem-se: (483×858) pixel/quadro = 414,4 kpixel/quadro,
ou: (414,4 kpixel/quadro)x(30 quadro/s) = 12,4 Mpixel/s.

Então, para o modo 4 : 2 : 2 de 10 bits conclui-se que:
Taxa de bits = [12,4x10+(12,4/2)x10+(12,4/2)x10] Mbit/s = 248 Mbit/s.
Note-se que a taxa de bits correspondente a um programa de HDTV permite a transmissão de quatro programas de SDTV.